14 de fevereiro de 2008

coisas da vida

hoje eu parei
os sonhos que eu teci pra te encontrar
finalmente encontraram a escuridão vazia da tua ausência
choro com a ingenuidade perdida de minha menina
a saída da tua inocencia

ainda assim decorei essa música para cantar naquele hotel
onde desafiamos os verbos com a
os adjetvos com d
os superlativos com você

"Coisas da Vida"

nunca é igual
se for bem natural
se for de coração
além do bem e do mal
coisas da vida
o amor enfim
ficou senhor de mim
e eu fiquei assim
calado
sem latim
coisas da vida
como foi que eu cheguei aqui
quem me diria que esse era meu fim
olho no teu olhar
a festa de estar de bem com a vida
luar girou
a sorte me pegou
tesouro te encontrei sem garimpar
no ouro da paixão
na febre da paixão
estão em mim

ser o senhor e ser a presa
é o mistério a maior beleza
amor é dom da natureza
amor é laço que não escraviza
nunca é igual
sae for em natural
sae for de coração
muito além do bem

5 de fevereiro de 2008

terça

a cor fúnebre do céu não lembrava a festa da carne
mas lá esteve mulata
sambando entre as cores
e a prata
dizia saber que nada queria daquela noitada
mas mergulhou nos líquidos
corroedores de baratas
como todos
os que estavam no
no baile do tema principal
da badalada

só por uma noite
pra não dizer que não tentou descartar mais uma vez
tentava
mas
aquele maldito carinho
de contrapor suas batidas
comungando mais uma no peito
enlaçando os braços com um acalmado singelo desejo
de apenas enlaçar com os braços
deixando de lá os beiços

dormiu só com um
e com esse do peito aí mesmo
que a levou até o ponto
abraçando a ela um mundo inteiro
de palavras
risadas e segredos
e olha que era quase dezembro
de uma noite
atípica
de cala-frios-e-medos

Ah doces contos
perto de dezembro

A nega do cabelo liso colocou esse mesmo
colocou para dormir nas lágrimas que tingiam o travesseiro
e chorou
não na quarta de cinzas
mas no dia anterior inteiro
chorou encharcando milheiros
queria só aquele breve alivio de sossego
uns 20 segundos de asfixiação pro seu desapego

Mas mas passado o temporal
ou o carnaval
a água talvez terá levado todo o tempero
que alimentava os sedentos travesseiros


posto que no quarto de cima
as almas que lá estavam
uma delas
a extensão dela
aquelas pessoas ali em cima
rasgavam as fantasias
enchendo de cores os cheiros
exalando movimentos traiçoeiros
de delirio e anseio
de seios
ali surgia a flor conjugada
na coroa de shorts
herdada
da cor paixão
do seu desassossego
oferendando flores pro desespero
e comendo tremores sem tempero
temperando
ardendo

... e la debaixo
ela continuava regando o sofa
num mar de afoliados caramelos sem euforia
tentando achar o peixe da sua alegoria
aprendendo que não podia...








não podia deixar de gostar de chorar de amor
de cantar a dor
de rimar com flor
improvisando a cor
de arriscar sabor

2 de fevereiro de 2008

Sábado de Carnaval

"Olho por essa janela e a única verdade que eu não poderia dizer àquele homem, abordando-o sem que ele fugisse de mim, a única verdade é que vivo. Sinceramente vivo. Quem sou? Bem isso já é demais."

Sàbado de carnaval
e o meu folião perdeu-se por aí
será que infeliz?
será que ele quis?
Perdeu-se, enfim por aí
bem perto de onde você deve estar
mas quem dera o caso fosse de tentar
pelo menos tentar
querer encontrar
é
pois é
e é mesmo
hoje eu comemoro sábado
e tem o feriado
chego em casa cedo
não e afim de bagunçar
e assim os faço!

não tenho violão
não tenho melodia
nem samba
nem cheque-calção
eu tenho álcool sim
pinga-ni-mim
e o coração
uma batida que é covardia
dessa euforia
dessa coisa toda de viver
e gostar
e sentir
isso e assim...
essa carnavalesca casa de cavalarias
essa maldita-bondade em mania
de tecer você e achar:
que beleza, isso é que é
é mesmo
e pois é
pois-esia!

tenho tristeza então
e sim
e não
braveza eu tento também
e capaz há transtornada obssessão compulsiva em mim
mas é transitório esse brigar aqui
não gosto desse sobreposto blábláblá
nem do composto do tititi

e hoje é que é
e não é que é mesmo
e depois não é
Sábado de Carnaval
vou deixar de falar nisso
que eu não sou chouriço
e não se fala mais e disso!
mas antes de eu terminar
Tenho também um feitiço
de encantar!
Veneno meu decantado em chá
perfume e dor de adoçar
e precisava só contar!
Por que hoje
Carnaval de Sábado é que já não é mais!
pois é
não é mais?

1 de fevereiro de 2008

inventando-inventável diálogo de nós! Inventário!

" Estava alegre nesse dia, bonita também. Um pouco de febre também. por que esse romantismo: um pouco de febre? Mas a verdade é que tenho mesmo: olhos brilhantes, essa força e essa fraqueza, batidas desordenadas do coração. Quando a brisa leve, a brisa de verão, batia no seu corpo todo ele estremecia de frio e calor. E então ela pensava muito rapidamente, sem poder parar de inventar."


- Não é de querer o mau,
mas também não o é de gostar de fantasiar nas plumas da emoção
né não?...
... sou assim por não saber pensar sem estar coagida em sentidos
... quiçá por estar sentida sem poder pensar
... estou pensada em mim
... sentida com o fim
... rê-pensando esse afim

INVENTÁVEL VOCÊ:
- Como assim? Quando é que você começou, ein rapariga?
essa coisa de mim tão minha?
e quando é que a gente rima?
e se descombina?
ou se cair na rotina!?
o que te anima?
Ãh? Fala pra mim, Pitica!

SUSTENTÀVEL EU:
- E como é que eu vou saber
ou você
qual é a dessa fina-sintonia?
Ouviu a canção que tá tocando na pista?
Qual é a sua picadilha?
Você também sente ou só quando rima?

Desculpe, FUI AGRESSIVA!

INVENTANDO VOCÊ:
- Tá doendo onde Pititica?

SUSTENTANDO EU:
- Não sei!

INVENTADO VOCÊ:
- Vamos dançar então, Rainha!
Deixa de falar só, Mocinha!
Faz cara de brava não, que tu fica ainda mais linda!
Você é uma adocicada confusão
esconde no peito pequeno
um enorme pulsante-vulcão
de correr sangue de mulher-paixão
de bailar latina
de anoitecer menina!

DESCONCERTADO EU:
- Dancemos então!

30 de janeiro de 2008

PRONOME PESSOAL DO CASO AFIM...

então
você nem sabe como eu te encontrei
se eu te procurei
eu te achei
assim sem querer
mas eu te trombei
sai trombada
indefinidamente abalada
mas não sou balada
pra ficar bonita
eu subo de escada
fico até o fim da noite
vou embora sozinha
na madrugada
levando de você
descalça
os meus pés nas ruas dessa calçada
mas sou toda em mim povoada
e volto pra casa
e se algum dia chegar
estarei lá
com você encasalada
de vocÊ casualizada
em você contextualizada

oi, tudo bem?
como vai?
vai querer?
não esotu oferecendo
estou perguntando
desejando mais
por que ainda estamos apenas nos falando
contando
trocando idéias para passar o tempo
contemporalizando o momento
deste seu vocÊ-em-cantos do meu pensamento

hoje meu dia foi cansativo
mas eu vi você
amanhã acordo cedo, vou encontrar as meninas
e depois entregarei-me ao descanso,
Fui!
Mas até aqui segui acompanhando
presenteando os verbos desse encanto
Tivemos sim um mesmo sentir nas mãos
esse encontro
acariciamos a emoção
até o ponto
e pro caso de não saber
descobri hoje o significado da palavra você:
PRONOME PESSOAL DO CASO AFIM,
QUE VEM SEMPRE ANTES
DO VERBO NO MEIO
E ENFIM
POIS NÃO TEM GRAMÁTICA
NESTE ADVERSO
QUE TE CONJUGA ASSIM...
EM MIM!

Minha neguinha!! Te quero minha...
A palavra caminha
Pela linha que te faz minha...
O som do silêncio...
Me faz um tormento...
Na brasa do meu sentimento...
Te quero em pensamento...
Sinto teu cheiro...
Paixão de um verso verdadeiro...
Apenas um cancioneiro...
´´Vem ni mim``, te sou por inteiro...

19 de janeiro de 2008

Vou VOcÊ!

eu vou andar
até o dia

eu vou perder
até te ver

eu vou querer
até acontecer

eu vou tentar
até você

eu vou falar
até magia

eu vou dizer
até saber

eu vou fazer
até o além

eu vou amar
até você

aí...
eu vou gritar
de euforia
eu vou dançar
com a alegoria

EU VOU VOCÊ ATÉ O FIM DA VIDA!

escapando da rotina
arrancando do tédio a batina
somando eu com você
multiplicando nós em alegrias!

18 de janeiro de 2008

O peixe de cortar das Marias



Uma homenagem às águas de Maria que são Rosa e Jardim


Suspensa nas tuas àguas

vermelhas de me parar

Intensa nas mágoas

azedas de te lembrar

Acesa nos letreiros

da noite de te encontrar

Tive meu dedo cortado

peçp peixe do seu desejado mar


Esse corte sangrado no peito

de você gostar

Dói além do desespero

de saber que não estás a me esperar

Arde mais que o salgado tempero

de você nem se preocupar


Surpresa nas nuas garras

sedentas na demasia de amar

Ilesa nas fábulas

e lendas desse abusado apaixonar

Despeço de ti a beleza

que só me trouxe a destreza

de pescar o peixe

das minhas mão ignorar


P.S:

Cuidei da ferida para não infeccionar

Limpei de todas as formas para logo sarar

Desenhei corações na bandagem...

... Que é para não ter que esquecer as imagens

Que zelam um você na saudade

Na hora que for para acordar!


CRÉDITOS DA ILUSTRAÇÃO NA PRÓPRIA:

15 de janeiro de 2008

Não... Vá!

ILUSTRAÇÃO DA ÚNICA AMOREKA MIA: NATTY POPS



Não... Vá!
quando você se for
eu não quero estar só
o amor é um capricho desconhecido
desavisado
cheio de nós
desobedecido
safado
envelhecido em pó
o que eu vou fazer com ele
se não tiver o seu umbigo?
como é que eu vou passear com ele
se eu não fizer isso contigo
o que eu vou colocar no lugar de você
na hora de casá-lo comigo?
Não... Vá!
fica mais um pouquinho
eu ainda não fervi aquela água minha
de beber você no meu chá
Não... Vá!
delete com tua boca a minha calcinha
permeie com a língua as minhas rainhas
deixe-me adornada de cansaço em tua saída
Não vá!
Mas se for não olhe pra trás
Nada disso aconteceu
Imaginado foste em meu olhar
desejado fizeste o meu andar
Admirado construíste esse meu gostar

E quando você se for, por que essa súplica é apenas o meu abrigo
+ Um pouquinho de medo desse vazio
x a dificultade de descartar todo esse seu menino...
Vou contar que :

Nunca acreditei no Principe Encantado
Pois não tenho fé na felicidade dos finais
Depois de todo o desmerecimento do passado!

Agora que você se foi...
Permita-me citar uma outra cujas palavras podem me consolar
quando a ausência tua for definitiva e as minhas letras quiserem te acompanhar...



Clarice Lispector (A outra - "Perto do coração Selvagem)

"Ah, Deus, e que tudo venha e caia sobre mim, até a compreensão de mim mesma em certos momentos brancos porque basta me cumprir e então nada impedirá o meu caminho até a morte sem medo de qualquer luta ou descanso me levantarei forte e bela como um cavalo novo."

9 de janeiro de 2008

Arteiros e sós

Hoje esfreguei e a palavra conversada em argila e tinta sumiu
Hoje eu insisti e a teia da aranha comida em minha perna saiu
Nada ficou no lugar onde cruzamos os risos em par
Nada encontrou-se onde colidimos prazeres em ais
Nem dor
Nem expectativa
Nem rancor pela tua malícia
Nem amor
Nem carícia
Só uma gozada-atrevida-e-gargalhada-poesia!

Ontem...
Era um feito de tentar a ação
Um feitiço artístico
E Foi uma eufórica tentação

Ontem
Era o efeito da emoção
Uma efetivada libido
E Foi uma incontrolável sensação

Ontem
As letras tingiam-se intoxicadas de um querer latente
Intoxicando-nos embriagados
por entre os poros de nossas peles
As bocas explodiam piadas
Voando em risadas
Que permeavam as entranhas por entre as nossas carnes de leve

Ontem
Fomos os astros Doente de Câncer
Envenenados por Escorpiões

Hoje somos
Artistas de nós
Arteiros e sós

4 de janeiro de 2008

Ah.. essa fruta-você já madura...

Ilustração: Lu Scudeler Fernandes... Mais uma mulher de braço da família de se admirar ( a minha!)

Ainda hoje...
na melódica solidão da noite
que insistia em não terminar
nas taças de vinhos que bebiam-se
para desse nosso chá se embriagar
no colorido da minha imaginação
que adora te pensar...
ou nessa dolorosa calmaria surda
de ter que ignorar...

Nesse ainda hoje...
de enquanto chovia
eu ouvia a gente passear!
e era um pôr do sol âmbar-alaranjado
de ofuscantes-desejos neon
E também eram pernas de rubro-sague
de um majenta-apaixonado para enfim amar!
aproveitavamos o rosa para nos tocar
bebíamos soda em cima do muro
para nos entregar
fechavamos-distraídos os olhos para encantar
jogamos flores de sementes-ardentes no ar
usando o azul para comer asas-de-sonhos
tingídos em gomos-verdes de voar

Ah... Ainda nesse hoje de con-junções flutuar
Eu tinha pintura-adorno
nesses olhos que não descansam
enquanto você não chegar!
Ah... esse caso cansado
e sedento do acaso de pés-que querem você-casar!
Ah... esse casamento de letras-de-casas
que tecem arcos-e írís
para acasalar !
Ah... esse meu coração-bravo
esse meu peito-lar!
Ah... essa fruta-você
já madura de comigo eu querer rimar
Ah... essa música paparicante
de te cantar
Ah... esse meu ópio delirante
de me fazer como quente-delícia
uma bebida-de-mim: Chá!

Agradecimentos especiais ao chá-de-mim efeitado de queijos e kits suiços e vinhos-proseados de acompanhar:
Leo Patriani: vira-lata negro-italiano famoso por sempre estar lá!
Nata: Tourinha suíco-brasileira de núvens nos olhos de mar
Natty: Amoreca-sócia-amante dessa minha adorável casa de fazer chás
Fabio: Homem de coração quente que com flores parece a chegar!
E Maria Rosa: que depois da briga de ontem encontrou bandagens coloridas de flores para se enfeitar!

ao que volta a ser simples...







Foto do dia em que as luzes fizeram coração na minha piscina pra comemorar:

Créditos: Fofo
Jão
Tata






houve quem quisesse que a campanha atingisse 2008
mas o ano virou infinito
o amargo tornou-se invisível
e o fato é que volto resolvendo doar-me ao lirismo
de tudo o que possa enfeitar-me no mar colorido
por que as ondas trouxeram-me o encanto
a areia esfoliou o meu pranto
dissolvendo a minha arma-dura

o sol tingiu minha pele da cor quase-da-sua
e eu banhei-me nua
na água temperada e pública
só para deixar o Infinito reinar...

A todos os grandes quase-amores do passado:
um altar improvisado
com afeto sincero e danado!
Aos grandes quase-amores Re-novados:
um convite para o noivado...
um abraço e um beijo pelado!
E muitas ruas para fazer despir o nosso anonimato!

Então...
Ao que volta a ser simples...

decido
dividida
fazer laço das pontas do elo que rompeu
escrevo sem tinta sobre o vácuo infinito que se extendeu
parte de mim partiu-se com a partilha
a outra
decidida
se perdeu...

às vezes distraio-me dos fatos
e percebo que falta não-tentar entender
devem haver coisas que exalam por si
todo encanto
ou não faria sentido econtrá-las
e assim...
fascinantes em qualquer pranto!

... e por não fazerem sentido
... ou por ignorarem motivos
fagulham em notas cintilantes
em bolhas multi-cores
de tecidos de algodão
são enfeites no céu de uma tarde esquisita
são risadas perdidas
em letras de papel-menina

... mas também são esquisitas as nossas dependências do saber
o nosso vício de procurar entender
os nossos incansáveis porques...
e os seus itolerantes detalhes
que explodiram como artíficio em fogos
para colorir um não querer
sem a coragem
até então admiravel
do seu Você

...esses detalhes ficam sem entender
pois hoje não há como
e nem instante pra porque

há algum tempo que não divido
o meu até esquecido-ausente entusiasmo
encontro um perder-me nos fatos
sussurro poesias pros atos
e ao admirado mundo dos as-sossegados
perambulo entre os incansáveis detalhes-seus-malvados

deixando recados ao tempo
soprando as mesmas carícias aos ventos
conversando com a peculiaridade do acaso
apenas pra servir
às horas
algum trocado
enquanto profetizamos a embriaguez
para sumir de vez
com você do prato!

27 de dezembro de 2007

vamos?


ILUSTRAÇÃO DE UM AMIGO DA NATTY QUE EU AIDA VOU CREDITAR MAS QUE NÃO PUDE ESPERAR PARA COLOCAR AQUI APÓS VÁRIAS REUNIÕES SOBRE A CAMPANHA...

CONTRA A BANALIDADE DO PRIMEIRO MOMENTO.


Queridos diagnosticados cha-de-mimzados...
O terceiro tempo da CAMPANHA CONTRA A BANALIDADE DO PRIMEIRO MOMENTO, afirma a peridiocidade do projeto (nunca antes determinado), contando com o toc-t!
transtorno obsessivo compulsivo - transitório...
... E depois de um dia lindamente desenhado em casa, e entregue à decisão de fazer recesso de sábado 29/dez/2007 até o mesmo 07 só que de Janeiro de 2008...
... Lança o tema: VAMOS?

... vamos brincar de conversar através dos comentários dos blogs?
... vamos tomar banho de esguicho nesta quinta-feira abafada em São Paulo?
... vamos passear?
... vamos tomar sorvete?
... ei... você...
VOCÊ REALMENTE SE INTERESSA PELA VIDA DAS PESSOAS QUE CATIVA?
... eu... você...
... sento no muro de casa para olhar as pessoas que passam
... pra ouvir o sussurro que exalam
... na intersecção de quando elas calam
... e assentuo a liberdade no muro com toda a graça...
... pra observar o seu sorriso enquanto...
... disfarça...
ei.. você... você mesmo...
... vamos?

Para sim mande e-mail para lamuchamuchacha@gmail.com
Para não mande e-mail para tatafegon@gmail.com

26 de dezembro de 2007

SUSSURRE UNS TROCADOS

Queridos embriagados do porre pós-capital-do-rio-grande-do-norte;
o segundo tema da campanha contra a banalidade do primeiro momento é um sussurro... Para ouvir melhor:

... eu quero um sutiã-de-bolso (por dentro do forro) pra ter um lugar de carregar coisas de apreço no peito...
... eu quero uma casa com uma porta que quando eu sentar-me para relaxar na poltrona, eu consiga ver pezinhos...
... eu quero uma nave para ficar pra lá de bobeira...
... eu quero que essa-nave tenha senso automático de direção, que assim eu continuo antenada...
... eu quero saber: como você pode dizer que tudo passa? você passa?...
... você quer passar?...
... quando?...
... por onde?...
... pra onde?...

EU RÊ-ALMENTE QUERO SABER!
E QUERO FICAR PIIIIIIIII-LADINHA!!!! hahahaha!
chá-de-mim do dia composto por:
João Paulo Mattos - amigo e gay!
Leonardo Patriani - amigo e voador!
João Pedro Gonçalves Manara: filho e melhor companheiro de banho-de-esguicho no quintal de casa!...
e o outro ingrediente... estou vendo se posso falar ou se passa! ;)
SUSSURRE UNS TROCADOS...
lamuchamuchacha@gmail.com

24 de dezembro de 2007

Responder é para os não-banais!!!!!!

Primeiro dia da CAMPANHA CONTRA A BANALIDADE DO PRIMEIRO MOMENTO:
Destinado somente aos otários...

Bom, a campanha estava prevista para começar em 2008 mas, devido à grande menção de que 2008 é o ano do ifinito, estamos lançando em caráter ambulante e transitório... Somente para aqueles que aqui se lêem... estamos adiatando o lançamento virtual da CAMPANHA CONTRA A BANALIDADE DO PRIMEIRO MOMENTO: SOMENTE PARA OS OTÁRIOS!

Eu vou começar falando dos meus desejos de renovação das idéias que eu plantei esse ano:
P.S: eh que esse ano é o meu ano de touro de cultuvar e colher, devo saber o que eu quero, não?

Então vai:

eu quero ser reconhecida por ser uma designer de idéias!
eu quero escrever um roteiro!
eu quero produzir o nosso documentário!
eu quero ter o trabalho da minha arte sempre!
eu quero ter ascensão na prospecção!
eu quero um bom companheiro!
eu quero ter a minha casa!
eu quero fazer shows c/ Tata Muchacha e os chá-de-mimzados e viajar o mundo com meu filho e espetáculo!
eu quero continuar sendo fiel aos meus ideais!
eu quero muita consciência e saúde!
eu quero viver com meu filho!!!!!!!!!!!!
eu quero renovar-me na ingeuidade do amor!
eu quero explosões, paixões e leveza!
eu quero paz-ciência
eu quero sucesso por Rê-conhecimento!!
eu quero MAIS!!!!!!!!
eu quero fazer parte do movimento artístico do meu tempo
seja por estar na platéia
seja por estar dentro!
eu quero ser amável
amante!
eu quero ser momentos!

Bom, querendo tudo isso, que ora já tenho ora terei em outros momentos...
eu te digo: use três pontinhos para prorrogar o prazer... ou pra diluir... ou pra ignorar...
e mande os seus quereres!!!
P/ o email:
lamuchamuchacha@gmail.com

boas emoções natalinas
boas sensaçãos re-novadas...
inovadas
des-e-novadas!!

23 de dezembro de 2007

último-2007-confessionário

ilustração: tata muchacha... ainda no primário (jun/2007)

Queridos bebedores deste entorpecente MIM DE FAZER CHÁS
meus adoráveis VOCÊ
(opa... pera já que eu explico o plural)

é hora de revelar alguns fatos!!!
e vou exclamar para fugir do julgamento pre-meditado!!!

sobre os meus relatos
VOCÊ
não era um só
eram mais de um, logo vários!


e sobre esse e os muitos outros confessionários
VOCÊ-realmente- ra-quem
VOCÊ- ali- eu-escrevia-ser
mas acontece que o ano está pra acabar
e quero acreditar que VOCÊ
- quem quer VOCÊ POSSA SER -
e ainda mesmo quando eu usar três pontinhos para prorrogar o prazer
...
que VOCÊ SERÁ!

então largo todas essas ervas- possibilidades
levando comigo a água-mim do meu chá
pra transformar esse desejado-VOCÊ em realidade
ainda que tempo eu leve para saber VOCÊ de verdade

mas de fato:
foram passeios incríveis
um sonho farto de beijos encantados
foram dedos de palavras sensíveis
e de braços apertados
foi afeto- meu-sincero
pra um gostar de VOCÊ demasiado

foram sonhos possíveis
na minha chaleira de fazer-amar
foram bailes de me fazer contagiar

E nessa matemática que hoje VOCÊ me trouxe a pensar
não me preocupa a embalagem de equacioalizar
desde que ESSE VOCÊ esteja comigo a somar
1 + 1
pra muitas DE MUITAS COISAS formar

e esses VOCÊS que eu quase amei
esses eu nem soube do gosto que têem
esses que
até dormiram comigo
mas era só pra encontrarem outro buraco
ou algum outro furo pra alimentar o próprio umbigo
que nem se interessavam em ler a leveza do afeto que traziam
descompromissados para
o meu mundo
que se tiverem que falar de mim,
responderão-com-conhecimento-vagabundo
...

três pontinhos pra ignorar o prazer agora...
...
alguns desses VOCÊS se enganaram quanto à quentura do chá-de-mim
mas se tornaram adoráveis amigos
propondo interessantes documentos para esse meu afim

POIS ENTÃO SERÁ ASSIM:


ano que vem tem produção de documentário
tem apresentações de Tata nesta vertical-cinza-cidade-aquário

terá campanha contra a BANALIDADE DO PRIMEIRO MOMENTO
DESTINADA SOMENTE PARA OS OTÁRIOS...
terá muito dinheiro e trabalho...

POR ISSO EU DESEJO A VOCÊS:

Um ano cheio de imaginários
e muitos outros dias absurdos de momentos-ífimos que merecem ser contemplados

E PARA MIM:

Um merecido recesso, com direito a prospecção de novos casos
Um enorme-carinhoso-e-CONTÍUO- caliente abraço...

PAUSA PARA O ÚLTIMO -2007 -CONFESSIONÁRIO: só falta deixar de gostar do VOCÊ e do Matemático!
O que eu acho um pouco complicado

Mas nada como usar três pontihos também pra diluir o prazer prorrogado, não é?

Tata la Mucha & Muchacha

19 de dezembro de 2007

fogo-de-compor-dois-entre-IMPEDIDOS ATOS


ILUSTRAÇÃO: TATA MUCHACHA (a mesma que preparou o chá de mim deste seu vc versado)



(começo com três pontinhos de prorrogar prazer)

então vamos lá...

... se oque acontece
é que esse nosso caso-afim
de afinidade
é como o som
uma batida na originalidade
também discrepante pela dualidade
que apesar de dividida
não contra-diz a melodia da realidade
ENTÃO...
o que acontece é uma menção a um querer que é gostoso
e de verdade


e neste tempo de quando soul
ou quando o soul é só parte
embriagamo-nos com o gol de empate
respirando na pele o gosto-proibido da carne
lambidos na vontade
libidos-doces-de-chocolate
algo como o sentido único
de toda latente-sensibilidade
um poder que é não
mas um não que é só mero detalhe

então ... (três pontinhos de prorrogar o prazer)
...
queremos
e por querer
fazemos
e de fazer
escondemos
e de esconder
guardamos onde ninguém jamais há de encontrar
criamos segredos pro sempre do tempo

o segredo da laje
da cidade sobre os pés da nossa imagem
luzes que permeavam sussuros de arrepios
deixando desde antes saudades
ouvidos-confessionários de uma sã-faceira libertinagem

é aqui meu caro você...
mais três pontinhos prorrogando um pouco mais o prazer...

aqui...
onde localizamos a esquerda da zona de cima
onde a liberdade e o improviso é o tema da rima...

aqui...
onde a Santa Ana é motivo de centro
nesse aqui-com-você-dentro
peneirado na arte íntima do meu silêncio
esculpido na minhas andanças
por entre a imaginação do que era o seu pensamento


sentada para adornar o encosto do seu talento
contemplando seu aval no meu documento
trocando esfumaçados beijos de segredo
nua por despida do medo
embriagada pela imprevisibilidade do momento
derretida de admiração escorrida-e-molhada nos teus dedos
ignorando qualquer exterior lamento
sorrindo pra você com o sentimento
esfregando com calor minhas mãos por entre os seus anseios
e...
gostando do acaso de bailar-ao seu lado
nesta noite de anonimatos
neste distraído e descomprometido
fogo-de-compor-dois-entre-IMPEDIDOS ATOS

9 de dezembro de 2007

ei, você... quer entender? O QUE ERA...




ILUSTRAÇÃO: TATA MUCHACHA (A MESMA QUE PARA VOCÊ FALA)



ESSA É PRA VOCÊ QUE NÃO QUER ENTENDER...

era uma sede de pendurar a saliva pelos teus dedos
e eu dançaria plumas por entre os becos
trançando poesias nos teus cabelos
desenhando cores por entre os desejos

e também era uma fome de cativar passeios
e eu escreveria possibilidades por entre os caminhos no teu peito
cantando sonhos pra compor anseios
dedicando flores por entre os meios

talvez não tenha havido o tempo
ou ainda assim
exista a singela simetria
de estar afim
ou de existir somente em mim...
ou talvez seja que
antes da euforia
reside o fim...

...
como o vento
assoprando a nuca do meu sentimento
tingindo o tudo das coisas que eu vejo
comemorando as horas
que antecedem o beijo

ei, você entendeu o que é?
aceita um convite sussurrado
por moça de ponta de pé?

4 de dezembro de 2007

VOCÊ fica para um próximo livro............ ou duelo!

É
você foi mesmo fiel
à demissão
compareceu
pela primeira vez
alguns meses depois
pra deixar saudade
no dia da sua recisão


fez um chá preto enfeitado
fez doce com o seu mascavo
rasgou o platão do contrato

e passeou comigo pelas meninas-ruas
falou de mim até me deixar nua
e durante toda a escuridão e a lua
fez da cidade uma imensidão crua
pronta e despida para ser SUA


cheio de chá
e enfim: de MIM!

e saiu no amanhacer do dia
deixando sua água na minha
tocando seus dedos na pedra-magia
vestindo o meu coração
para a fotografia
encostando em minha boca
o suor e a saliva


esse beijo casado que existiu
mas não aconteceu
essa poesia de segredos-anonimatos
que te dá
mas que não me deu

esse tudo em nada
admirado e vivido em atos

não condiz com a melodia dos nossos fatos

então...

quem sabe um dia ...

no abrir das cortinas ...

quando a luz abrilhantar as retinas...

e anunciar...

depois desse tanto de espera assistida...

A VITÓRIA da mulher-chá- encanto sobre a CRUEL-travestida...

quando juntos
pudermos DIVIDIR os palcos ...

quando a temporalidade
nos PRESENTEAR
com uma chuva de acasos...
...
...
...
...
...
AÍ...

seremos um-dois-três de muitos dias
e viverei o saber você
por um molhado em minh' língua

serei calor estampando na sua coroa
e uma flor de meninas-mulheres-de-rainha

seremos um casal de copas
anunciado nas mais belas revistas
e também seremos notícia dos pais
de duas gêmeas meninas

ATENÇÃO:
seremos os assasinos
por natureza
da estúpida-morna hipocresia

MAS antes de tudo isso
aqui ainda no HOJE-EM-DIA,
CARO ANÔNIMO-APELIDADO

VOCÊ FICA DOCUMENTADO NA LÁPIDE-OCULTA DO MEU PASSADO

EU-PARTO EM BUSCA DO MEU VOCÊ QUE PODE SER RE-VELADO
E SIGO NA CLARIDADE DO QUE POSSA SER MOSTRADO

MAS...
em sussuro de arrepio mo-nos-si-la-ba-do...
na nuca do leque de um- você-já-enterrado
suplico: quero o meu anonimato!
e sobre a noite única
em que meu céu foi em ti estrelado
(este instante que nos confiamos admirados...)
... poderá ser o ELO perdido
do nosso próximo livro
ou DUELO!

1 de dezembro de 2007

de um ele não é você

oi
agora que você não vem mais aqui
eu me peguei sozinha
falando com você
pensei que você nunca esteve de fato aqui
o meu você nunca esteve
e quantas vezes você achou que eu estava falando com você
e quantas eu quis
como assim?
o som desse vazio de você é triste
mas essa solidão não existe
pois o você meu que eu fiz
é aquele seu que consiste
que as vezes eu chamo de meu
e que as vezes quer sair
mas desiste
sou sua do você que insiste
desse eu que existe
desse teu também triste

eu sempre estarei por aqui contando de você
e você estará aqui no
dedo da poesia que re-siste
de um ele que não é você
mas que poderia ser